A importância da iluminação de ambientes para a saúde do idoso

Psicologia Ambiental é uma ciência que estuda nossa inter-relação com o meio ambiente através dos locais onde passamos nossos dias e realizamos nossas tarefas. A iluminação de ambientes, de uma sala, por exemplo, pode afetar o humor, comportamento e saúde física e mental. Um local sem iluminação e ventilação pode acarretar diversos problemas de saúde. Além disso, a deficiência de vitamina D, absorvida a partir da luz solar, é causa de muitas doenças que afetam a saúde do idoso.

Ambientes com áreas amplas, ventiladas e iluminadas podem beneficiar aqueles que convivem neste espaço, principalmente idosos e crianças. Boa iluminação em áreas internas contribui para evitar problemas como a fadiga visual causada pelo esforço maior da visão, o que pode acarretar dores de cabeça. Além disso, especificamente em uma residência com idosos, ambientes claros, limpos e bem arrumados podem prevenir acidentes domésticos como quedas.

Iluminação é saúde!

Mas existe um remédio simples e gratuito que pode contribuir para o bem-estar, regular o humor, aumentar a disposição, melhorar o metabolismo e trazer outros diversos benefícios para a saúde do idoso: a luz do sol.

A luz e o calor solar afetam diretamente o corpo. Graças aos raios solares produzimos serotonina, importante neurotransmissor responsável pela regulação do humor, melhoria da memória, da atenção e do sono, entre outras funções.

Tristeza, apatia, desânimo, ansiedade e até depressão podem ser agravados se a pessoa permanecer muito tempo em local escuro e mal iluminado. Pequenas ações, como manter portas, cortinas e janelas abertas, ajudam a melhorar os aspectos psicológicos e a evitar doenças como as que atingem principalmente o sistema respiratório.

Com o clima mais frio do outono e inverno, é comum as pessoas manterem os locais fechados na tentativa de preservar o calor. A falta de circulação do ar e a baixa iluminação de ambientes são fatores que aumentam a proliferação de ácaros e fungos, o que pode desencadear quadros alérgicos e infecciosos. Os idosos e as crianças são as principais vítimas desses problemas.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo, no período do outono e inverno de 2018, o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde aumentou 30% devido às doenças respiratórias. Crises de rinite e asma e quadros de pneumonia, sinusite, faringite e irritação da garganta são os mais comuns.

A importância da vitamina D para os idosos

A exposição ao sol também é importante na produção de vitamina D. Essa vitamina tem inúmeras funções no organismo, sendo a principal delas a absorção de cálcio e consequentemente o fortalecimento dos ossos.

Com o envelhecimento a perda da massa óssea se intensifica. Por isso a exposição ao sol é de extrema importância à saúde do idoso. De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 85% dos idosos moradores na cidade de São Paulo apresentam índices de Vitamina D abaixo do recomendado.

A Sociedade Brasileira de Dermatologista indica que o melhor horário para ficar exposto ao sol e garantir a produção de vitamina D é até as 10h e após as 15h. De cinco a dez minutos diariamente é o suficiente para sintetizar a vitamina no corpo sem correr o risco de causar danos à pele.

Universidades e institutos de pesquisa em todo o mundo fazem estudos sobre a relação da vitamina D e doenças demenciais, como o Alzheimer. Em 2014, um grupo de cientistas da Universidade Médica de Exeter, nos Estados Unidos, publicou um artigo na revista Neurology – uma das mais conceituadas publicações médicas do mundo – apresentando os resultados de um estudo realizado com 1.650 idosos acima dos 65 anos e nas mesmas condições de saúde.

Após seis anos de trabalho, a pesquisa mostrou que pacientes com níveis normais de vitamina D tinham metade da chance de desenvolver Alzheimer, se comparados aos que apresentaram grave deficiência da mesma substância. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas vivem com Alzheimer.

Fonte: Portal Terra.