Amaer se esforça para a retomada dos trabalhos do Projeto Memória

doso, presidente da AMAER

A Associação Mineira dos Aposentados da Extensão Rural – Amaer, valoriza a evolução histórica da Extensão Rural em Minas Gerais ao longo dos anos. E pensando nisso, a instituição se esforça para colaborar com a retomada de novas ações relacionadas ao Centro de Documentação José Alfredo Amaral de Paula, popularmente conhecido como Projeto Memória.

Em reunião com o presidente da Emater-MG, Glenio Martins, o presidente da Amaer, Sebastião Cardoso, falou sobre a importância da continuidade dos trabalhos que registram a história e os feitos da Extensão Rural. “Para a continuidade do Projeto Memória é fundamental o esforço de todos. A Amaer está se disponibilizando como colaboradora nessa missão”, afirma.

Cardoso ainda conta que ficou acertado, por iniciativa do presidente da Emater-MG, uma nova reunião para tratar do assunto. Mas dessa vez contará com a presença do setor de comunicação e logística da empresa, bem como membros da diretoria da Amaer.

Sugestão de trabalho

A Amaer sugere que a primeira ação para dinamizar a retomada do Projeto Memória seja colocar sob a responsabilidade de alguma área da empresa o projeto, podendo ser a unidade de comunicação ou de logística.

A instituição também acredita ser necessário estabelecer uma estratégia para um diagnóstico de todo material existente. Também é importante definir os próximos passos, como por exemplo, catalogar os materiais que hoje estão em salas que foram deixados pelos técnicos que aposentaram.

O Projeto Memória

O Centro de Documentação José Alfredo Amaral de Paula ou Projeto Memória foi criado em dezembro de 1998, quando o serviço de Extensão Rural completou 50 anos. Localizado na Unidade Central da Emater-MG, em Belo Horizonte, o projeto conta com um acervo de documentos e bens materiais, que contam a história da Extensão Rural.

Esse centro era um objetivo antigo de muitos extensionistas. Mas a demora em realizá-lo acabou gerando a perda de muitos materiais ao longo do tempo. Segundo o presidente da Amaer, Sebastião Cardoso, foi na administração do Paulo Severino a frente da Emater-MG, de 1991 a 1999, que o projeto ganhou força e foi concretizado.

Desde a inauguração, centenas de pessoas já visitaram o espaço, entre eles muito estudantes. Diante do pioneirismo histórico do projeto, já foram realizados diversos trabalhos acadêmicos de pós graduação e um doutorado em andamento, pela UFMG.

Cardoso conta que a ideia do projeto era alimentar o acervo ao longo dos anos. “O objetivo era continuar os registros com as novas empreitadas da Extensão Rural. O que acontece hoje será história amanhã, mas infelizmente esse trabalho não teve continuidade”, conta.

Entre os tantos trabalhos catalogados estão o Prodemata, a conquista do Cerrado, Polocentro, Provarzeas, Crédito Rural Supervisionado, as Feiras Livres, Concurso Produtividade Milho, leite, entre tantos outros.

Também se encontra no Projeto Memória o Jeep que simboliza a grande ferramenta que o extensionista utilizava nas décadas de 50 a 70, painéis de fotos, arquivos catalogados, objetos utilizados para o desenvolvimento do trabalho em anos anteriores, como máquinas fotográficas, de escrever, filmadoras, entre outros. Há inclusive um carro de boi, caracterizando o meio rural. Outro registro que merece destaque são os referentes a Juventude Rural.

Outra curiosidade sobre o espaço é a existência de um cofre em que estão depositados vários documentos e materiais catalogados que serão abertos quando a Extensão Rural completar 100 anos.

Projeto Memória da Emater-MG
Projeto Memória da Emater-MG – A ex- coordenadora dos Clubes 4S com o pesquisador sobre o tema, Leonardo Gomes.