Rumos para a Extensão Rural brasileira

Realizou- se em Belo Horizonte no dia 19 de outubro de 2015, Seminário organizado pela Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural, do Congresso Nacional, presidida pelo mineiro e Deputado Federal, José Silva. Tal evento faz parte de ação que vem sendo desenvolvida em todas as macrorregiões brasileiras, tendo como tema: “A ATER QUE QUEREMOS E O BRASIL PRECISA”. Constou na realização de dois painéis com a participação de autoridades as mais diversas como, Secretário de Agricultura, Delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário, presidente da Emater- MG, presidente da Asbraer e Emater –DF, presidente do CREA-MG, presidente da FETAEMG, presidente da ANATER, sindicatos de extensionistas, produtores e trabalhadores rurais, representantes da pesquisa, AMAER entre outros.

Na parte da manhã, após a abertura dos trabalhos pelo deputado Federal José Silva, que ressaltou a importância do evento, visto que os trabalhos estavam sendo gravados e fariam parte do acervo da Câmara dos deputados. Ressaltou, ainda, o momento estratégico pela qual passa a Extensão Rural Brasileira, com grandes oportunidades, mas também com desafios inéditos, a sua sustentabilidade, apesar de reconhecida sua relevância no desenvolvimento sustentável do país. Necessita atualizar-se com novas conformações dinâmicas para superar seus desafios. Iniciou-se então, o trabalho dos painéis, onde os participantes tiveram 10 minutos para suas considerações. Foram apresentadas análises, críticas e sugestões, enfatizando sempre a importância do trabalho de ATER e a necessidade de seu fortalecimento tanto financeiro quanto institucional.

Foi criticado, com bastante ênfase a sobrecarga e burocracia em cima dos técnicos, e a necessidade de se aumentar e diversificar as equipes locais, para que sua ação assistencial possa ser mais efetiva. Salientou-se também a necessidade de criar formas efetivas de medida dos resultados da ação extensionista. Resultados mensuráveis para justificar ações e custos. Discutiu-se também a necessidade da extensão rural participar mais ativamente nas ações ambientais principalmente na manutenção das nascentes. Ações educativas em escolas principalmente. Também a questão do treinamento dos técnicos com ênfase em cursos de capacitação inicial e em serviço.

Terminando, gostaria de informar aos nossos associados, que a nosso ver, apesar do aparecimento de concorrentes nessa área, falta-lhes as experiência, metodologia e continuidade nas ações desenvolvidas. Uma atualização nos meios e métodos de trabalhos se faz necessário de modo a tornar visíveis para a sociedade os resultados das ações desenvolvidas pelos extensionistas.

 

Paulo Severino de Rezende

Presidente da Amaer