Clubes 4-S são tese de doutorado na UFMG

Os Clubes 4-S, novamente, serão o tema estudado pelo pesquisador e ex-estagiário da Emater-MG, Leonardo Ribeiro Gomes. Dessa vez para a tese de doutorado na UFMG. Licenciado, Bacharel em História pela UFMG e Mestre em Educação, desenvolveu sua monografia de conclusão do Bacharelado sobre os técnicos da Extensão Rural. Na dissertação de mestrado tratou do tema Clubes 4-S com o seguinte titulo: “Progredir Sempre”: Os jovens rurais mineiros nos Clubes 4-S (Saber, Sentir, Saúde, Servir) – (1952-1974).

Agora, para a tese de doutorado, o pesquisador voltar a tratar dos Clubes 4-S e estuda como foram os processos de trocas culturais e as conexões existentes entre os clubes de jovens rurais no Brasil, Argentina e Costa Rica e qual a influência dos 4-H Clubs (dos Estados Unidos) sobre esses. “Brasil e Argentina tiveram trabalhos com os jovens rurais nos moldes dos 4-S (Brasil) e 4-A (Argentina) que merecem um estudo devido as suas peculiaridades, bem como seus números em termos de associados, que foram bastante expressivos”, explica.

O pesquisador ainda comenta a importância do trabalho com os Clubes 4-S no Brasil. “No Brasil, mas principalmente nos anos das décadas de 1950 e 1960 esse programa teve a sua importância em um contexto de transformações no meio rural brasileiro no qual a modernização de práticas agropecuárias estava em jogo”, afirma.

Os Clubes 4-S, em nível nacional, nasceram na comunidade de Igrejinha, no município de Rio Pomba, em 1952. Eram sócios desses clubes jovens entre 8 e 25 anos, filhos de pequenos e médios proprietários rurais, assistidos pela ACAR, hoje Ema- ter-MG, nos quais a modernização da produção agropecuária e do es lo de vida no meio rural eram os objetivos principais a serem alcançados. Para execução do projeto, a Emater-MG colocou todo acervo histórico à disposição de Leonardo.

Um encontro, realizado na Unida- de Central da Emater-MG, relembrou alguns fatos históricos dos Clubes 4-S. Participaram Leonardo, Marisa Dulce (associada AMAER) e a bibliotecária, Maria Madalena Leite, responsável pelo Projeto Memória da Emater-MG.