Diretor Superintendente da Ceres assegura a saúde dos planos de benefícios

Com a pandemia do novo coronavírus, Covid-19, aliada às incertezas econômicas, algumas inquietações vem à tona, especialmente relacionadas à sustentabilidade dos benefícios. A Amaer apresenta para seus associados uma entrevista com o Diretor Superintendente da Ceres, José Roberto Rodrigues Peres, que traz novas informações e explica como está a saúde dos planos de benefícios.

Amaer Informa: Os planos de benefícios dos sócios da Amaer estão assegurados diante do atual cenário?

– José Roberto Peres: Os participantes de todos os planos podem ficar tranquilos. A crise impactou os investimentos, mas não provocou desequilíbrio na situação financeira dos planos.

A rotina de concessões e pagamentos dos benefícios pela Ceres não foi alterada. A Fundação está recebendo e processando todas as solicitações de benefícios (aposentadorias, pecúlios, pensões e auxílios doença) e ainda os resgates de contribuições e portabilidades. E, para facilitar, a Ceres também está acatando as documentações de forma digital. Basta o participante fazer fotos ou escanear os documentos para a solicitação do benefício desejado e enviá-los por e-mail (atende@ceres.org.br) ou pelo WhatsApp (61-99649 4234).

Amaer Informa: Por gentileza, conte aos associados da Amaer como está a saúde dos planos e como a Ceres vem trabalhando atualmente.

– José Roberto Peres: Nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 a rentabilidade consolidada dos investimentos foi de 0,34%. No mês de março, tivemos uma mudança brusca no cenário econômico, implicando numa rentabilidade negativa de 3,14%. Sendo assim, no primeiro trimestre de 2020, os investimentos proporcionaram uma rentabilidade nominal negativa acumulada de 2,81%. No entanto, os planos continuaram em situação de solvência.

Em abril e maio, a Bolsa de Valores brasileira teve os primeiros meses de valorização no ano. Em abril, a rentabilidade consolidada dos investimentos foi de 0,98% e em maio o resultado foi de 1,73%. No acumulado de 2020, os investimentos tiveram rentabilidade de -0,16%. Ao final do mês de maio, o patrimônio total dos planos de benefícios fechou em R$ 8,22 bilhões, suficientes para honrar os compromissos, que somaram R$ 7,9 bilhões. Continuamos numa situação positiva.

Apesar da recuperação, variações negativas ainda podem ocorrer, mas vale ressaltar que elas são momentâneas, enquanto a estratégia de investimentos contempla um horizonte de longo prazo. A Ceres continua atenta, adotando as medidas necessárias para minimizar os impactos da crise.

No segmento de renda variável, a Fundação continua avaliando oportunidades de investimentos para reforçar a composição da carteira de ações. No segmento de renda fixa, estamos aproveitando a elevação das taxas ofertadas para adquirir títulos públicos.

Amaer Informa: Sobre o Família Ceres, como estão as novas adesões?

– José Roberto Peres: Com dois anos de implantação o Plano Família Ceres, já tem uma rentabilidade maior do que planos e previdência de bancos e seguradoras. Em 2019, o patrimônio do plano Família Ceres cresceu significativamente. A rentabilidade foi de 15,10%, uma valorização real muito acima da inflação no período, que foi de 4,48% pelo INPC.  O plano também recebeu cerca de R$4,6 milhões em portabilidades.

Mesmo com um cenário atípico, devido à pandemia,  o plano  tem recebido inscrições. Em 2020 houve 75 novas adesões. Atualmente o plano tem 628 participantes e um patrimônio total de 10,3 milhões.

Amaer Informa: Quais são as propostas da Ceres pós-pandemia?

– José Roberto Peres: A Ceres está implantando o Projeto Estruturante Ceres Digital, que consiste em melhorias voltadas para a transformação digital e constante aprimoramento da segurança da informação. Desde 2019, o esforço tem se concentrado na modernização do ambiente produtivo, com vistas a aumentar a eficiência na execução dos processos com consequente impacto na qualidade dos produtos e serviços da Fundação.