Esclarecimento sobre o reajuste no Plano de Saúde – Cabefe

A Amaer, entendendo a preocupação de seus associados na busca por justificativas para o aumento nos valores referentes ao plano de saúde, administrado pela Cabefe, esclarece que sempre articula para que os benefícios dos sócios sejam assegurados e vantajosos para todos.

O presidente da Associação, Waldyr Pascoal, esteve em contato com o presidente da Cabefe, Deny Sanábio, para tentar articular formas de minimizar os repasses aos sócios, mas tal tentativa foi frustrada pela situação pela qual se encontra a Cabefe, apresentando déficits e com um urgente desafio para manter sua saúde financeira.

A Amaer também é solidária a situação vivida pelos sócios, que combinada com a situação econômica do país gera grande apreensão. Para esclarecer a situação do reajuste e informar a todos, entrevistamos o presidente da Cabefe, Deny Sanábio, que trata da questão sob o ponto de vista dos associados da Amaer.

Amaer Informa: Por que foi necessário realizar o reajuste no plano de saúde e quais as complicações de não se adequar os valores?

Deny Sanábio: Eu compreendo a preocupação dos associados da Amaer com o reajuste, mas é preciso também levar a consideração que tal medida é de extrema necessidade para que a Cabefe tenha equilíbrio financeiro e continue a promover esse benefício, que mesmo com o reajuste é muito mais vantajoso do que os planos contratados diretamente com as operadoras de planos de saúde. Quero esclarecer que essa adequação no valor foi realizada com base em um estudo atuarial, bem como levou em consideração os indicadores financeiros dos últimos anos, que já apontavam déficits, conforme comunicado enviado a todos.

Há também outras razões que nos balizaram para a tomada de decisão. Entre elas estão a regulamentação do nosso plano de saúde, em 2014, junto a Agência Nacional de Saúde – ANS, cumprindo a lei 9656/98. Sem essa regulamentação estaríamos impedidos de incluir mais associados e a partir dela o plano passou a cobrir todos os procedimentos previstos pela ANS, fato que contribuiu com o aumento das despesas. Hoje nosso plano sem dúvida é um dos melhores do mercado com cobertura obrigatória de mais de seis mil procedimentos.

Outros pontos que também precisam ser considerados é o envelhecimento dos associados e seus dependentes. São 49 % dos associados acima de 44 anos de idade, faixa provável de maior utilização do plano de saúde. A falta de oxigenação do plano, contabilizando 12 anos sem a entrada de novos funcionários, que empiricamente contribuem e tendem a utilizar pouco, pois se encontram em faixas etárias mais novas, também é um agravante.

Também precisamos levar em conta o aumento dos custos dos procedimentos médicos de forma geral e a inclusão impositiva pela ANS, a todo momento, de novos procedimentos a serem cobertos pelos planos.

Todas essas questões apresentadas contribuíram para o desequilíbrio econômico e financeiro da Cabefe, que precisa ser adequado o quanto antes para não culminar, em médio prazo, com o fim do benefício do plano de saúde.

Amaer Informa: Por que não há uma possibilidade de reajuste menor para os sócios da Amaer? E com relação a cobrança dos dependentes?

Deny Sanábio: A decisão do reajuste é dura, mas ao mesmo tempo muito responsável para manter o benefício de todos. É preciso entender que plano de saúde é algo que trás seguridade, mas o custo alto. Infelizmente, no atual momento, não podemos privilegiar nenhuma dessas questões, lembrando que o  nosso plano é mutualista.

Veja nesse quadro comparativo os valores cobrados pelo plano de saúde gerenciado pela Cabefe e o mesmo plano gerenciado diretamente com a Unimed.

 

Alguns exemplos reais dos custos do plano de saúde:

Associado X: seu dependente direto utilizou o plano e gerou uma despesa de R$ 697.630,85 e contribuiu com o valor de R$ 1.936,84

Associado Y: seu dependente direto utilizou o plano e gerou uma despesa de R$364.882,93 e contribuiu com o valor de R$ 1.609,93.

Associado Z:  seu dependente direto utilizou o plano e gerou uma despesa de R$230.436,39 e contribuiu com o valor de R$ 1.530,39.

Os gastos na ordem de R$ 30 mil a R$ 50 mil são corriqueiros e a contribuição média do associado é de R$ 1.300,00.