Job Viana: estudioso, profissional e amigo para todas as horas

Reconhecido pelas qualidades profissionais e humanas, Job Marcos Silva Viana deixa, além de muita saudade, uma incrível admiração de amigos e familiares.

Natural de São Tiago, no Sul de Minas, Job era casado com Dona Heloísa de Fátima e tinha três filhos: Ana Cecília, João Marcos e Maria Flávia. “Sempre amigo e atencioso, respeitava as diferenças e particularidades de cada filho, tendo uma relação própria com cada um. Também foi um marido dedicado, companheiro, cuidadoso”, afirma Maria Flávia.

Sempre estudioso, Job tinha sede de aprender. Mesmo depois de aposentado manteve o hábito cultivado desde o colégio interno de ler por várias horas diárias, fazer anotações sistematizadas sobre o que estava estudando. A filha Maria Flávia conta que quando da descoberta da doença do pai, ele estava estudando grego. Colecionador de dicionários, também sempre estava disposto para uma partida de sinuca ou fazer um churrasco.

A vida profissional do Job tinha um sinônimo: Emater. A família conta que graças à empresa ele teve a oportunidade de se graduar e fazer mestrado em medicina veterinária e foi durante toda a vida muito grato pela oportunidade.

O amigo Carlos Landi recorda com carinho do amigo e fala da grande amizade que construíram. “Conheci o Job em 1972. Foi em Teófilo Otoni, eu como o novo supervisor regional e o Job já como médico veterinário do programa CONDEPE. Neste primeiro encontro uma forte empatia entre nós gerou uma amizade que durou 45 anos. Entre tantos acontecimentos, ele foi padrinho de meu casamento com Marialda e eu padrinho do casamento dele com a Heloisa. Job, um nome raro de apenas três letras, tinha o abecedário inteiro de qualidades profissionais e humanas. Um profissional competente e um extensionista nato. Tínhamos um hábito, prazeroso de falarmos por telefone, sistematicamente, todos os anos por ocasião de nossos aniversários. Eu em 13 de maio e ele, dia 14 do mesmo mês. Nestas falas atualizávamos os acontecimentos de nossas vidas e reafirmávamos nossa amizade. Este ano vou ficar esperando o telefonema dele”, conta.

Outro admirador, João Leonardo Martins de Oliveira, lembra do amigo. “Tive o privilégio, em 1997, de realizar com o Job um trabalho de acompanhamento da implantação do Programa de Desenvolvimento Empresarial nos Escritórios Locais de Januária, São Francisco e Brasília de Minas, no Norte do Estado. Foram dias de muito trabalho e, encerrado o expediente, tomávamos uma cervejinha com as Equipes Locais. Meu papo com o Job era família, amigos da Empresa, Extensão Rural e Divinópolis, onde ele trabalhou e casou. Eu também trabalhei em Divinópolis e o sogro do Job era proprietário do hotel onde me hospedava. Conheci a Heloísa, mocinha, e só recebi da família dela atenção e gentilezas. Trago todos eles guardados no lado esquerdo do peito”, recorda com carinho.

Job faleceu em Belo Horizonte, em 18 de janeiro de 2018, deixando muitas saudades.