Maria da Piedade Ferreira: um exemplo de bondade e profissionalismo

A Extensiosta Rural, Maria da Piedade Ferreira deixou, além de um grande legado profissional, um exemplo de bondade e amor ao próximo. Natural de Belo Horizonte e filha de uma família com sete irmãos, Piedade, como era conhecida, começou a carreira na Acar em Itapecerica, em 1958. Prestou seus excelentes serviços aos municípios de Pedro Leopoldo, Curvelo, Felixlândia, Vespasiano, Lagoa Santa, Baldim, Jaboticatubas e Belo Horizonte, onde se aposentou.

Grande entusiasta dos Clubes 4-S, Piedade trabalhou com muita seriedade para promover a melhoria na qualidade de vida dos pequenos produtores, bem como melhorar a produção e a produtividade das famílias rurais.

O irmão da extensionista, Eustáquio Luiz Alves Ferreira, destaca uma das principais características de Piedade. “O que mais se notava nela era a bondade extrema. Ela ajudava a todos, independente se fosse da família ou não. No velório da Piedade conheci uma pessoa que foi ajudada por ela e nós nem sabíamos, ela também tinha muitos afilhados no interior, fruto das amizades que fazia por onde passava”, revela.

Conceição Leia, que morava com Piedade, fala sobre a saudade que sente da irmã. “Ela era minha companheira, minha amiga. Foi uma perda imensa, sempre me pego lembrando dela”, conta.

A amiga Carmelinda de Souza conta que Piedade era muito pacificadora, querida e, mesmo de licença médica, tratando um câncer de mama, trabalhava de casa revisando trabalhos técnicos. Após a recuperação, Piedade foi trabalhar no Escritório Central, em Belo Horizonte, como Especialista Estadual em Vestuário e Artesanato. “Ela criou um método de corte e costura, treinou e motivou a produção do artesanato. O método criado por ela é tão eficaz que é utilizado até hoje e muitas pessoas aprendem por meio dele”, conta a amiga

Maria da Piedade Ferreira faleceu aos 86 anos, em Belo Horizonte, no dia 04 de maio de 2018.