Oscar Fraga deixa um legado de saudade e admiração

O agrônomo, Oscar  Ferreira  Fraga, foi um extensionista rural que além da imensa saudade deixou um grande legado para os companheiros e futuros extesionistas. Iniciou a vida profissional na Acar/Emater-MG, em 1948, e até o ano de sua aposentadoria, em 1992, viveu intensamente a profissão acompanhado da família e, em boa parte da carreira, também do símbolo da extensão em Minas Gerais, o famoso Jipe.

Em 1998 foi homenageado como um dos pioneiros da extensão rural, durante o cinquentenário da Emater-MG. Natural do município de Prudente de Morais, Fraga sempre foi um homem ligado as coisas da terra.

Na Acar/Emater-MG passou pelos municípios de Teixeiras, onde realizou a primeira Exposição Agrícola da cidade. Transferido para Itaúna, também realizou a primeira Exposição Agropecuária e projetou o Parque de Exposições do município. Ainda em Itaúna foi um dos fundadores do Rotary Club e da Universidade de Itaúna. Promovido ao cargo de Coordenador Regional da Pecuária, foi transferido para Divinópolis e, em seguida, para Sete Lagoas.

Já no Escritório Central, em Belo Horizonte/MG, como Coordenador Estadual, realizou importantes projetos como o Parque de Feira de Bovinos, em Capitão Enéas, e o projeto do Parque de Exposições de Esmeraldas, sendo homenageado com o seu nome em um dos pavilhões.

Oscar Ferreira Fraga viveu em muitas cidades, ganhou prêmios por onde passou, edificou casas, locais de trabalho, instalações rurais, parques de exposição e escreveu livros.

O amigo José Alberto de Ávila Pires, mais conhecido como Xapecó, fala sobre o companheiro. “Quando cheguei a Emater-MG, em abril de 1976, tive no colega Oscar Fraga, carinhosamente o nosso querido Tio Oscar, um grande parceiro. Dentre os trabalhos desenvolvidos por ele, destaco o “Manual Técnico de Parques de Exposições e Feiras Agropecuárias”, elaborado em 1994. Essa publicação foi de grande utilidade para prefeituras e sindicatos rurais na construção de parques de exposições e de leilões de bovinos, como forma de estimular a produção e a comercialização de animais. Um material que permanece útil até hoje”, afirma.

Para o também amigo de trabalho, Paulo Roberto Rodrigues, Fraga foi um verdadeiro professor. “O Oscar era muito didático e sempre disposto a ensinar. Aquele jeito de trabalhar e tratar as pessoas deixou muita saudade”, conta.

Oscar  Ferreira  Fraga faleceu em 08 de junho de 2017, com 91 anos, em Belo Horizonte. Deixou a esposa, Carmen Dora, os três filhos: Eliane, José Oscar e Ângela Carmem, quatro netos e dois bisnetos.