Projeto inédito faz mapeamento do parque cafeeiro de MG

Desde junho, deste ano, a Emater-MG vem realizando um trabalho inédito no país para o mapeamento do parque cafeeiro do Estado. Até o final deste ano, será anunciada com mais precisão qual a área plantada nos 50 municípios com a maior produção de café em Minas e que respondem pela metade da safra estadual. Em 2017, será feito o mapeamento das outras regiões, totalizando 465 municípios.

Pela primeira vez, as áreas de café de Minas Gerais estão sendo mapeadas com a auxílio de imagens de satélite. Uma equipe da Emater-MG, em Belo Horizonte, delimita as glebas de café de cada município, tornando possível o cálculo da área de cada polígono. Além das imagens do Google Earth, são utilizados dados de satélites, como o Landsat8, Rapid Eye e Sentinel-2. Neste momento são identificados os chamados “pontos de dúvidas” que serão checados, em campo, por técnicos da Emater-MG que utilizam tabletes para confirmação, ou não, da lavouras de café.

“Atualmente os levantamentos são feitos de maneira mais subjetiva, com entrevistas com diversos atores envolvidos na cadeia produtiva do café, com apoio desse recurso metodológicos”, explica o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato, que é associado e diretor cultural da AMAER.

Para desenvolver o mapeamento, a Emater-MG assinou convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), no valor de R$ 4 milhões, para compra de veículos, drones, softwares, tablets, computadores, impressoras e notebooks. Também assinaram o convênio a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, parceiras neste trabalho. O convênio conta com a contrapartida da Emater-MG e Epamig, no valor de aproximadamente R$ 2,4 milhões, representados por horas de trabalho dos técnicos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa também são parceiras do projeto.

Além do mapeamento do parque cafeeiro de Minas Gerais, o projeto também possui como objeto: levantamento de ocorrências de cafés diferenciados e suas correlações com os locais de produção; Implantação de um Geoportal para recepção, processamento, sistematização, armazenamento e disponibilização de informações sobre a cafeicultura; desenvolvimento de metodologias para estimativa de produtividade de café; levantamento de custos de produção nas diversas regiões do Estado; disponibilização de metodologias de automação na interpretação de imagens e classificar as unidades de paisagens das regiões cafeeiras do Estado – Potencialidades, limitações e aptidões.

“Todos estes equipamentos e softwares adquiridos por meio do convênio irão aprimorar o mapeamento e podem ser utilizados futuramente em outros tipos de trabalhos desta natureza. Informações precisas sobre a nossa produção evitam a especulação de mercado, que gera instabilidade no setor e afeta diretamente os preços recebidos pelos produtores”, explica Logato.

O projeto conta com o apoio de estagiários da UFMG, FUMEC e UNI-BH, entre eles: Alice Teixeira, Viviane Silva, Carolina Bessa, Otávio Ribeiro, Leonardo Castro, Vanessa Vieira, Lucas Oliveira, Lucas S., Bárbara Janine, Gabriel Castro, Dayanne Miranda e Antônio Ribeiro.