SETEMBRO AMARELO – Campanha ajuda a prevenir e reduzir os números de suicídio

A campanha acontece durante todo o mês de setembro, mas o dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. No Brasil, os registros de casos de suicídio se aproximam de 14 mil por ano – ou seja, em média, 38 pessoas por dia tiram a sua própria vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados. Com eles, estima-se mais de 1 milhões de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano – aproximadamente 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Ouça aqui o podcast Setembro Amarelo

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar.

O que pode ser feito no Setembro Amarelo?

Todos nós devemos atuar ativamente na conscientização da importância que a vida tem e ajudar na prevenção do suicídio, tema que ainda é visto como tabu.

É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha. Quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos. Significa dizer que ela pensa constantemente sobre o suicídio e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair do problema. Essas pessoas pensam rigidamente pela distorção que o sofrimento emocional impõe.

É muito importante que as pessoas próximas saibam identificar que alguém está pensando em se matar e a ajude, tendo uma escuta ativa e sem julgamentos, mostrar que está disponível para ajudar e demonstrar empatia, mas principalmente levando-a ao médico psiquiatra, que vai saber como manejar a situação e salvar esse paciente.

FIQUE ATENTO AOS SINAIS

 

Sintomas

Os sinais de alerta nem sempre são óbvios e podem variar de pessoa para pessoa. São apenas sinalizadores, não o diagnóstico em si, podendo nem estarem presentes e não indicarem necessariamente risco de suicídio. Mas como são comumente associados ao perfil, vale a pena serem observados e conhecidos. Algumas pessoas deixam suas intenções claras, enquanto outras mantêm os pensamentos suicidas e sentimentos ocultos.

Os sinais de alerta de suicídio ou pensamentos suicidas incluem:

  • Falar sobre suicídio – por exemplo, fazer declarações como “Eu vou me matar”, “Eu gostaria de estar morto” ou “Eu queria não ter nascido”;
  • Ausência ou abandono de planos futuros, desesperança;
  • Obter os meios para tirar sua própria vida, como comprar uma arma ou estocar comprimidos;
  • Isolar-se do contato social e querer ficar sozinho;
  • Apresentar mudanças de humor, como ser emocionalmente eufórico um dia e profundamente desencorajado noutro dia;
  • Se mostrar muito preocupado com a morte, a morte ou a violência, embora também o completo oposto também seja preocupante, como falar destes temas com desdém ou sarcasmos;
  • Sentir-se preso ou sem esperança sobre uma situação;
  • Aumento ou mudança do padrão de uso de álcool ou drogas;
  • Mudança importante da rotina normal, incluindo hábitos alimentares ou de sono;
  • Fazer coisas arriscadas ou autodestrutivas, como usar drogas, dirigir imprudentemente ou buscar brigas ou confusões perigosas;
  • Dizer adeus às pessoas como se não fosse vê-las novamente;
  • Demonstrar alterações de personalidade ou estar gravemente ansioso ou agitado, particularmente quando se sentem alguns dos sinais de alerta listados acima.

Qualquer um pode ser um herói, ao salvar uma vida – a própria ou a de outra pessoa

  • Por mais difícil que seja a situação, é preciso ter a certeza que pensamentos suicidas passam e que a pessoa ficará bem quanto antes buscar ajuda;
  • Não ficar sozinho e procurar ajuda imediata;
  • Ligar ou conversar com um amigo, com algum familiar ou com um líder religioso;
  • Caso não encontre ninguém com quem conversar, ligar para o CVV – Centro de Valorização da Vida – é só discar 188 ou acessar cvv.org.br – há pessoas de prontidão para ouvir e ajudar 24h por dia;
  • E, quanto antes, procurar ajuda de um psiquiatra (caso não tenha acesso prontamente a um psiquiatra, buscar primeiramente ajuda com qualquer outro médico ou profissional de saúde. Este profissional poderá disponibilizar o encaminhamento para um psiquiatra).