Therezinha Gama: trabalho pautado pelo ideal da Extensão

the3 (1)Com a mente cheia de boas lembranças e o orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento rural de Minas Gerais. É assim que a socióloga aposentada e ex-presidente da AMAER (1995-1997), Therezinha de Lourdes Gama, vive ao lado do seu marido e anjo da guarda, Luciano Gama.

Natural de Poço Fundo, no Sul de Minas, foi convidada para integrar a equipe da ACAR, em 1957 pelo supervisor, à época, Paulo Guido Machado. No ano seguinte, aos 20 anos, recebeu um telegrama para se apresentar em Viçosa, na UFV, e participou do primeiro curso pré-serviço realizado pela ACAR.

Após dois meses de curso realizou treinamento de campo no município de Pium-i e de lá foi para Boa Esperança. Posteriormente foi nomeada para assumir o cargo de supervisora doméstica nas cidades de Elói Mendes e Varginha.
Depois de um ano de trabalho realizou o curso de economia domestica, em Viçosa, e foi nomeada para trabalhar em Teixeiras. Nesta época a atividade era dar assistência aos agricultores. Também foi supervisora regional em Formiga e em 1964 foi para Machado. Posteriormente trabalhou na criação de novos escritórios para duas regionais – Alfenas e Pouso Alegre.

Em 1967 foi transferida para Cel. Fabriciano e participou da expansão da ACAR em Caeté, Itabira, Nova Era, Rio Piracicaba, Ipatinga.

No ano de 1973 Therezinha foi promovida a coordenadora do Projeto Bem Estar Social em BH, onde ficou até o ano de 1988. Após esse período trabalhou como conselheira de pesquisa no projeto de implantação de irrigação no Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro.

“Meu trabalho sempre foi pautado pelo ideal da Extensão Rural, de promover o desenvolvimento do meio rural, a organização social, e valorizar a família do campo. Tenho nas lembranças a amizade, o amor ao trabalho e a união dos companheiros, que sempre foram pioneiros e idealistas.” afirma.

Therezinha encontrou na pintura uma distração para o momento de lazer.
Therezinha encontrou na pintura uma distração para o momento de lazer.

Ela conta com entusiasmos o dom artístico para a pintura. “Após a aposentadoria comecei a desenvolver trabalhos de arte e pintura que até hoje é meu lazer e atividade. Fiz meus registros de natureza e área rural, que sempre apreciei”, conta.

Abaixo assinado para garantir o que é de direito

Threrezinha moveu por anos uma ação para tentar reaver valor contribuído ao INSS. Ela contribuiu por anos com base em um teto de 20 salários e, pouco antes de aposentar, a forma de contribuição foi alterada para o valor máximo com teto de 10 salários.

Para tentar reaver decisão negativa, o marido de Therezinha criou um abaixo-assinado on-line. Saiba como apoiar a causa, clique aqui.