Wellington Barros: de extensionista a um assíduo escritor

O engenheiro agrônomo aposentado e escritor, Wellington Abranches de Oliveira Barros, é um colecionador de boas histórias, muitas delas registradas em seus 17 livros publicados e em outros três que ainda estão em andamento.

Natural de Pedra do Anta, na Zona da Mata Mineira, Wellington iniciou a carreira na Acar/Emater-MG em 1970. “Iniciei o pré-serviço em Viçosa e depois estagiei nas cidades de Santos Dumont, Rio Novo e Matias Barbosa. Em seguida fiz um curso sobre Crédito Rural em Sete Lagoas. Findo este período a ABCAR (Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural) em comum acordo com a Acar me convidou para coordenar um Programa de Articulação Pesquisa/Extensão, com abrangência em Minas, Goiás e o Distrito Federal. Mais tarde, em duas oportunidades, eu voltei a trabalhar na Emater-MG: uma como assessor na área de planejamento e outra como Coordenador Estadual de Planejamento”, conta.

Barros foi empregado da Emater-MG por trinta anos, mas a maior parte desse tempo esteve cedido para outros órgãos, mas sem nunca perder a essência de extensionista e o carinho com os colegas. “O tempo em que passei na empresa fiz amizades sólidas e sinceras”, afima.

Aposentado desde 1995, mas longe da inatividade e do sedentarismo, Wellington acredita que a aposentadoria é um divisor de águas. “O medo da ociosidade, a separação diária dos colegas e outros fatores poderiam fazer com que me sentisse à margem da vida. Por outro lado, a aposentadoria é a oportunidade de se ocupar com algumas coisas sonhadas, como viajar e passear com tranquilidade, cuidar de um pomar, uma horta, jardins, ler e escrever sem perturbações, alimentar-se mais organizadamente, bem como mais tempo para cuidar da saúde que, sem dúvida, começa a exigir mais atenção”, afirma.

Wellington Barros conta como ocupa o tempo atualmente. “Faço pelo menos seis viagens anualmente, dentro e fora do Brasil, publico um livro por ano, escrevo crônicas mensalmente para uma grande revista, cuido da saúde e da casa. Também gosto visitar meus familiares, reunir os ânimos e ir ao cinema. São tantas coisas que, às vezes, me falta tempo”, encerra.